Estado tem 3º menor custo da construção do Nordeste

Jornal:     DIÁRIO DO NORDESTE
Editoria:   ECONOMIA (Imóveis)
Assunto:  Custo da Construção
Data:       09/04/2009 – quinta-feira

 


APESAR DA ALTA

Estado tem 3º menor custo da construção do Nordeste

 

O Índice Nacional da Construção Civil (INCC), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em convênio com a Caixa Econômica Federal, ficou em 0,55% em março, no Ceará. O número representa uma aceleração de 0,41 ponto percentual em relação ao índice registrado em fevereiro (0,14%). Apesar da alta, o INCC do Estado é o terceiro menor do Nordeste, atrás de Pernambuco e Rio Grande do Norte, ambos com 0,23%. A média da região foi de 1,72%.

No acumulado do ano, o indicador teve expansão de 0,73%, sendo maior apenas que o Rio Grande do Norte (0,60%). A média regional no período foi de 2,57%. Tanto no mês quanto no ano, a região Nordeste teve alta puxada por Bahia (3,63% no mês e 4,45% no ano) e Paraíba (respectivamente 4,93% e 5,69%). O Nordeste foi a única região a apresentar resultado acima da média nacional de 0,94%. A menor taxa regional foi a do Sul (0,25%), seguida pelo Centro-Oeste (0,39%), Norte (0,46%) e Sudeste (0,93%).

O custo da construção por metro quadrado no Ceará passou de R$ 618,44 para R$ 621,86 entre fevereiro e março. Na comparação com os demais estados, é o quinto menor preço. Na região Nordeste, é o quarto, atrás também do Piauí (R$ 620,29), além de Sergipe (R$ 612,64) e Rio Grande do Norte (R$ 608,48).

Para o presidente do Sindicato da Habitação no Ceará (Secovi-CE), Sérgio Porto, a variação abaixo das médias regional e nacional (R$ 688,00 — alta de 0,94%) se deve à grande competitividade no mercado imobiliário das classes A, B e C. ´São muitos lançamentos e existe negociação para compra de materiais´, comenta. ´As compras coletivas realizadas pela Coopercon (cooperativa) garantem poder de barganha na compra de cimento e outros materiais que são vendidos por poucas empresas´, completa.

O INCC nacional ficou em 0,94% em março, aceleração de 0,62 ponto percentual em relação a fevereiro (0,32%). No ano de 2009, o acumulado está em 1,66% e, nos últimos doze meses, em 11,67% — superiores ao resultado de 2008.

Na opinião de Sérgio Porto, o programa de habitação lançado pelo governo federal deve contribuir para manter os preços do setor. ´A construção civil deve ser o motor do desenvolvimento do País nos próximos dois anos´, destacou.



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