Jornal: DIÁRIO DO NORDESTE
Editoria: ECONOMIA
Assunto: Material de Construção
Data: 18/04/2009 – sábado
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
Governo desonera mais itens
A medida anunciada ontem pelo ministro Guido Mantega, irá vigorar por três meses, ou seja, até o dia 16 de julho
Para estimular as vendas, o Ministério da Fazenda anunciou ontem a ampliação da lista de materiais de construção que terão isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) nos próximos três meses. A nova lista inclui mais seis tipos de produtos, entre eles impermeabilizantes, revestimentos cerâmicos, cadeados e registros de gaveta. A isenção valerá até 16 de julho.
O pedido para inclusão de mais produtos na lista havia sido feito na semana passada pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção). A associação fez outras solicitações que não foram atendidas pelo Governo, como a isenção para pregos e pisos laminados.
Prazo maior
Outra reivindicação era a extensão do prazo de isenção para o período de pelo menos um ano, o que ainda não foi atendido, embora o governo federal não tenha descartado nenhuma prorrogação, como já foi feito no caso do IPI para veículos.
A prorrogação do prazo por um período mais longo também é defendida pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon/CE), Roberto Sérgio Ferreira. ´Volto a dizer que o nosso grande problema é o curto tempo de validade que essa medida irá vigorar. Se não for pelo menos um ano, não resolve o problema. Porque em apenas três meses não dá tempo de a isenção do IPI alcançar todos os estágios da obra. A não ser que haja condições de estocar alguns materiais´, observa o titular do Sinduscon/CE.
Há duas semanas, o Governo anunciou isenção de IPI para a compra de cerca de 20 grupos de produtos, entre eles, cimentos, tintas e vernizes e banheiras, boxes para chuveiros, pias e lavatórios de plástico.
Outros materiais tiveram apenas redução do imposto, como disjuntores e aditivos preparados para cimentos, argamassas ou concretos.
Abramat atendida em parte
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox, considerou positiva a ampliação da lista de desonerações, mas afirmou que ainda faltaram alguns itens já solicitados pelo setor como, por exemplo, telhas onduladas de fibrocimento, vidros e produtos de material elétrico como tomadas, espelhos e placas de material. A entidade insistirá na inclusão destes produtos. ´O Ministério está muito aberto´, afirmou Fox.
A Abramat também defende que a validade da medida seja maior que três meses.
Fox reiterou que o ciclo de vida do setor de construção é mais amplo. Ele disse que irá apresentar, formalmente, o pleito de prorrogação desse prazo ao Ministério da Fazenda até o fim de abril. Até lá, a entidade está avaliando o efeito das desonerações e reduções de IPI sobre o volume de vendas de materiais de construção. Por enquanto, a entidade não vai revisar a estimativa de crescimento das vendas da indústria de 5% este ano. ´Vamos ver os efeitos das medidas anunciadas para confirmar ou alterar para baixo a projeção´, disse Fox.