Sinduscon prevê crescimento de apenas 5% do setor em 2009
Jornal: O ESTADO
Editoria: ECONOMIA
Assunto: Construção
Data: 07/01/2009 – quarta-feira
Cenário desfavorável para construção civil no Ceará
Sinduscon prevê crescimento de apenas 5% do setor em 2009
“O crescimento do setor da Construção Civil no Ceará será apenas razoável este ano”, estimou Roberto Sérgio, presidente do Sinduscon-CE (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará). De acordo com ele, o cenário desfavorável para os investimentos deve ser uma constante, pelo menos, no primeiro semestre de 2009, tendo em vista a crise econômica mundial que pode assustar investidores e consumidores. Um estudo divulgado, ontem, estima que o crescimento do setor, a nível nacional, deve variar entre 0,4% (segundo a LCA Consultores) e 4,7% (segundo a FGV Projetos) em 2009.
Estes valores estão bem abaixo dos 8 a 10% de crescimento esperados para 2008, percentual que deverá se confirma apenas em fevereiro deste ano. Entretanto, Roberto alega que a previsão da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), que sugere uma alta de cerca de 5% da construção civil no Brasil em 2009, deverá ser seguida pelo setor no Ceará. De acordo com ele, é natural que os consumidores se assustem com as possíveis conseqüências da crise econômica e, com isso, aconteça um arrefecimento dos investimentos propostos pelas grandes construtoras a nível nacional.
“Só para termos uma idéia, uma grande construtora baiana estava com um projeto para a construção de um empreendimento que compreendia cerca de 10 mil unidades na região do Anel Viário. Devido a estes fatores, eles desistiram do empreendimento, pelo menos por enquanto. Para se ter uma noção da grandiosidade da obra, o local iria se chamar Bairro Novo”, lamentou Roberto Sérgio.
Contudo, o presidente da entidade revelou que as obras públicas deverão ser a salvação para o setor este ano. As construções previstas para o Porto do Pecém e a expectativa da continuação das obras do Metrofor, podem garantir o fluxo de investimentos da construção civil no Estado, garantindo a manutenção dos empregos no segmento.
» O Brasil e as obras. Segundo alguns analistas do setor, as construções residenciais devem ser as mais afetadas em 2009. Isso se deve à queda de confiança dos consumidores com relação ao abalo econômico. Também não existe espaço para otimismo quanto aos investimentos de grandes construtoras, que tenderão a evitar construir unidades em um contexto de instabilidade financeira. A sustentabilidade do setor este ano deverá ficar, basicamente, com o segmento de infra-estrutura, devido a preservação do orçamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, estimou um cenário difícil para a construção em 2009. Para ele, a demanda de investimentos deve cair porque o consumidor vai ponderar antes de enfrentar um financiamento de longo prazo que, em alguns casos, chegam a 30 anos.
« ver todas as notícias