Jornal: O POVO
Editoria: CIDADE
Assunto: Habitação – Revitalização do Centro
Data: 30/04/2009 – quinta-feira
Revitalização do Centro
220 imóveis prontos para moradia
Imóveis desabitados ou subutilizados são incluídos em plano para atrair moradores para o Centro da Cidade. O projeto deve orientar a habitação na área e dividir com a população a responsabilidade pela revitalização do bairro
Pelo menos 220 imóveis no Centro de Fortaleza já estão em condições de receber moradores em curto prazo. Outros 440 podem receber reformas ou novas construções habitacionais. A informação é do coordenador do Plano Habitacional de Reabilitação da Área Central de Fortaleza, Daniel Rodrigues. A Prefeitura quer dividir a responsabilidade na revitalização do Centro, com a população.
Segundo ele há ofertas para todas as faixas de poder aquisitivo, principalmente para quem ganha entre 3 e 10 salários mínimos. Para moradores de áreas de risco, a Prefeitura não tem novo plano.
Ontem foi apresentada a versão final do plano, no II Fórum do Centro, realizado pela Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor). Entre 1991 e 2000, o Centro perdeu 5.904 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse período, segundo Daniel, a estrutura do bairro “melhorou ou pelo menos se manteve”. Os novos moradores podem usufruir da proximidade de serviços e comércio: transporte, equipamentos culturais, praças, policiamento, hospitais e escolas não faltam. Não é possível precisar a quantidade de pessoas que aproveitaria a oferta.
Fátima Brandão Barroso é moradora do Centro há mais de 40 anos, reside próximo à Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará. A maior vantagem para ela é ter tudo perto de casa. “Mas à noite e no fim de semana é um deserto!”, lamenta. Conforme Daniel Rodrigues, a falta de moradores cria uma sensação de insegurança.
Para quem sofre o déficit habitacional em Fortaleza e Região Metropolitana, não há qualquer plano específico neste projeto. Segundo Daniel, os imóveis do Centro serão incluídos entre as áreas que podem ser destinadas a moradias populares, mas a entrega de residências a famílias carentes depende do orçamento habitacional da Prefeitura.
E MAIS
> Segundo o coordenador Daniel Rodrigues quem ganha de 3 a 10 salários mínimos deve encontrar mais facilidades com as verbas do governo federal.
> O coordenador cita dois empreendimentos em construção para a classe média alta na Praia de Iracema e no Jacarecanga.
> A projeção do plano é que até a metade de 2010 já se conheçam as condições particulares dos imóveis disponíveis.
> As situações físicas e jurídicas dos imóveis são as mais diversas: há casas antigas, estacionamentos desativados, terrenos vazios etc.