Caixa poderá emprestar mais de R$ 27 bilhões

Jornal:    DIÁRIO DO NORDESTE

Editoria:  ECONOMIA

Assunto: Pacote Habitacional

Data:      08/05/2009 – sexta-feira

 


CASA PRÓPRIA

Caixa poderá emprestar mais de R$ 27 bilhões

Expectativa da Caixa é de que, em 12 a 15 meses, primeiras construções do ´Minha Casa, Minha Vida´ comecem a ser entregues

Brasília. A Caixa Econômica Federal já trabalha com a possibilidade de ultrapassar o orçamento deste ano na concessão de financiamentos habitacionais, que é de R$ 27 bilhões, informou ontem a superintendente nacional de Habitação do banco, Bernadete Coury. Segundo ela, a expectativa se baseia no ritmo forte de novas contratações de empréstimos imobiliários verificado nos quatro primeiros meses do ano.

De janeiro a abril, informa a Caixa, já foram emprestados R$ 10 bilhões, valor recorde, que supera em 104% o que foi emprestado em igual período do ano passado.

Os R$ 27 bilhões em recursos se compõem de dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), das cadernetas de poupança e da própria Caixa Econômica.

Feirões previstos

Além disso, a Caixa espera uma ampliação dos negócios na área imobiliária com a realização dos Feirões da Casa Própria em dez cidades brasileiras, de 14 de maio a 21 de junho.

´Estamos na quinta edição dos Feirões e sempre, após os eventos, a partir do segundo semestre, realizamos cerca de 60% a 70% do nosso orçamento anual´, comentou a superintendente.

Ela informou que, em 2008, o saldo dos feirões foi a contratação de empréstimos no valor de R$ 4 bilhões, que representaram 39 mil contratos. Para este ano, nos cinco primeiros feirões (Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Uberlândia (MG), estarão disponíveis 109 mil imóveis.

Faixas de renda

A superintendente disse que, nos feirões, há ofertas para todas as faixas de renda. Ela observou que eles serão boas oportunidades também para a população que ganha até dez salários mínimos conhecer projetos que atendam às regras do programa habitacional ´Minha Casa, Minha Vida´.

Os feirões são destinados a interessados em comprar uma moradia. Eles agrupam, num mesmo espaço, as construtoras e incorporadoras com ofertas de imóveis na planta, novos ou usados, além dos serviços de corretoras, imobiliárias e cartórios e da própria Caixa.

Contratos do ´Minha Casa´

A Caixa Econômica informou ontem que assinou até o momento dez contratos para empreendimentos no setor de construção civil voltados para famílias com renda de até dez salários mínimos (R$ 4,6 mil) por mês, dentro das regras do programa habitacional ´Minha Casa Minha Vida´. A inscrição de candidatos à aquisição de casas pelo programa começou no dia 13 de abril.

Empreendimentos

A superintendente informou que os dez projetos de empreendimentos já assinados no âmbito do programa estão assim divididos: sete são voltados para o atendimento de famílias com renda de três a seis salários mínimos; dois são destinados a famílias com renda de até três salários; e um visa atender famílias com renda de seis a dez salários. Os empreendimentos serão executados nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

Juntos, os dez projetos representam 1.730 unidades habitacionais e somam R$ 90,7 milhões em investimentos.

 

APÓS QUEDA DE IPI
Venda de material de construção sobe 25%

São Paulo. A venda de materiais de construção incluídos no pacote de desoneração do governo cresceu 25% em abril deste ano, primeiro mês de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), segundo dados da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção). A entidade afirmou que a venda geral de materiais cresceu 4,5% em abril deste ano, na comparação com o mesmo período de 2008. A expansão, no entanto, poderia ser maior se não fossem os feriados do mês.

O aumento nas vendas ocorre após o setor acumular queda de 12% nos dois primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2008. Em março, o varejo de material de construção apresentou leve recuperação, com crescimento de 1,5% sobre março de 2008.

´Sem dúvida, este número [de março] só não foi maior porque os consumidores estavam na expectativa do eventual anúncio sobre redução dos impostos (IPI), que vinha sendo noticiado constantemente e que acabou acontecendo no dia 30 de março´, afirmou Cláudio Conz, presidente da Anamaco. ´Este represamento fez crescer nossas vendas dos produtos incluídos no pacote de desoneração em 25% durante o mês de abril, forçado pelos consumidores que estavam adiando suas compras, mas também influenciando aqueles que pretendem reformar, já que a medida, inicialmente, vale para abril, maio e junho´, disse. Segundo ele, o mês de abril foi muito prejudicado pelos feriados. ´Como maio não terá a influência destes feriados, é de se esperar um crescimento perto de 8% comparativo com o mesmo período de 2008. Quando analisamos dias úteis, no mês de abril estávamos crescendo a esta média´, afirmou.



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