Programa “Minha casa, minha vida” recebe críticas

Jornal:    O POVO

Editoria:  ECONOMIA

Assunto:  Pacote Habitacional 

Data:      10/05/2009 – domingo

 


Associação de mutuários

Programa “Minha casa, minha vida” recebe críticas

O programa habitacional lançado recentemente pelo Governo Federal recebe críticas da Associação de Mutuários do Ceará. No Estado, já existem 26 construtoras cadastradas na Caixa Econômica Federal. A meta inicial é construir 51.600 moradias no Ceará ao preço médio de R$ 70 mil


Mal saiu do papel e o programa do Governo Federal, “Minha casa, minha vida”, que visa a construção de um milhão de moradias no Brasil para famílias que recebem até 10 salários mínimos, é alvo de críticas. O receio é de que ele termine como a falida Companhia de Habitação (Cohab), extinta pelo Governo Federal em 1999 e, hoje, em fase de liquidação no Estado.

O presidente da Associação dos Mutuários do Estado do Ceará, Marcos Viana, informa que existem problemas graves entre os compradores e a Cohab. “Muitos já quitaram os compromissos e ainda estão longe de receber os imóveis”, disse. Ele teme que o novo programa tenha o mesmo problema.

Segundo o responsável pela liquidação da Cohab, Francisco Cabral, o problema na demora da entrega de residências está com a Caixa Econômica. “Em 1998 o Governo vendeu a carteira imobiliária para a Caixa. A partir daí o banco começou a rever os contratos para, só aí, entregar os imóveis”, disse.

A demanda, segundo Cabral, foi de 40 mil casas no Ceará. “Deste total, cerca de 2,2 mil mutuários tiveram problemas com os contratos”. Para Viana, o problema é o tempo destinado para os financiamentos. “Assim como aconteceu com a Cohab, o novo sistema do Governo tem prazos muito estendidos e isso é complicado”, diz.

A presidente da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor) Olinda Marques, não acredita que possa acontecer com o programa “Minha Casa, Minha Vida” o mesmo que ocorreu com a Cohab. “É um programa de massa e temos um fundo garantidor que assegura a amortização de possíveis inadimplências. Os recursos vêm do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), entre outras fontes. Sinceramente acredito no sucesso do programa”, opina.

No Ceará estão previstas a construção de 51.600 casas, com média de preço de
R$ 70 mil. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-Ce), Roberto Sérgio Ferreira, já há 26 empresas cadastradas na CEF.

COMO FAZER A INSCRIÇÃO

>As inscrições para o programa "Minha Casa, Minha Vida", em Fortaleza, começaram no dia 30 de abril e vão até 30 de junho.

> Para famílias que recebam até três salários mínimos, o cadastramento é feito pela Habitafor. A inscrição pode ser realizada na sede: Rua Nogueira Acioli, 1400, no Centro. O telefone para mais informações é (85) 3488.3374. Fax: 3488.337 e o 0800-2850880.

> Acima de três salários, o cadastramento é feito direto na Caixa Econômica Federal. Deve-se ter em mãos documentos como comprovantes de residência, de renda (formal ou informal) além de CPF e RG. Mais informações no site: www.fortaleza.ce.gov.br .



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