Assunto: Construção e Mercado Imobiliário
Data: 12/05/2009 – terça-feira
Emprego na construção civil cai 1,24% no Ceará
Recuo representa entre 600 e 700 postos de trabalho a menos
» Nacional. Com o resultado apresentado pelo País em março, o número de vagas formais abertas na construção civil chegou a 36.733 no primeiro trimestre de 2009, uma elevação de 1,76% em comparação a dezembro. No final de março, o setor empregava 2,12 trabalhadores formais no País. Em doze meses, haviam sido contratados 173.115 novos funcionários, um aumento de 8,88%.
Entre as regiões, o Nordeste apresentou um crescimento de 0,47% nos empregos da construção civil no mês de março, com a criação de 1.753 vagas com carteira assinada. A maior variação foi apresentada no Centro-Oeste (1,37%), com 2.139 trabalhadores a mais no setor. Em seguida, veio a Região Sudeste, com mais 14.147 vagas, aumento de 1,2%. No Sul, o percentual de 0,61% representou a elevação de 1.797 empregos com carteira assinada. A baixa aconteceu apenas na Região Norte, que demitiu 1.495 trabalhadores, queda de 1,57%.
» Alerta. Apesar do crescimento nacional do emprego na construção civil, o diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, fez um alerta e explicou que os resultados precisam ser vistos com cautela e não como uma recuperação da crise econômica. “Eles refletem a construção dos empreendimentos lançados e das obras públicas contratadas antes da crise. Houve um hiato nestas contratações de obras a partir de setembro do ano passado, e ele vai se refletir no emprego mais adiante”, destacou.
Zaidan explicou que as contratações de obras já se reiniciaram, embora em um ritmo menor. Por isso, o emprego até pode continuar crescendo mais uns meses no setor, mas só vai se manter no segundo semestre “se os juros baixarem mais, se houver uma recuperação dos investimentos, se o Programa Minha Casa Minha Vida tomar velocidade e se a arrecadação crescer permitindo que as contratações de obras públicas se intensifiquem nos níveis da União, dos Estados e dos Municípios”, defendeu.
Vendas de imóveis crescem 4%
O imóvel, segundo Cavalcante, ainda é um bom negócio em tempos de instabilidade econômica, já que está constantemente sendo valorizado
A venda de imóveis continua estável em Fortaleza, apesar da crise econômica mundial. Segundo divulgou o presidente do Creci-CE (Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Regional do Ceará), Armando Cavalcante, a taxa de velocidade de vendas no setor imobiliário está oscilando entre 4% e 4,5%, índice considerável durante uma recessão econômica. O imóvel, segundo Cavalcante, ainda é um bom negócio em tempos de instabilidade econômica, já que está constantemente sendo valorizado.
Índice que reajusta aluguéis recua 0,52% na 1ª prévia
No ano, o índice acumula uma queda de 1,58% e, nos últimos 12 meses, o indicador acumulou alta de 3,18%
O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), índice de inflação utilizado no reajuste de contratos de aluguel, fechou o primeiro decêndio de maio com deflação de 0,52%, ante queda de 0,53% no mesmo período de abril.
No ano, o índice acumula uma queda de 1,58% e, nos últimos 12 meses, o indicador acumulou alta de 3,18%. Os detalhamentos foram divulgados ontem pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
A metodologia aplicada na apuração do IGP-M é a mesma do IGP-10 e do IGP-DI, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
O IPA (Índice de Preços por Atacado) teve deflação de 0,78%, contra queda de 0,94% no mesmo período de abril. O índice relativo aos Bens Finais recuou 0,49% neste mês, contra queda de 0,17% um mês antes. O destaque foi o subgrupo alimentos in natura (de 0,17% para -5,31%).
O índice referente ao grupo Bens Intermediários teve deflação de 1,58%, contra queda de 1,87% vista no mesmo período de abril. O destaque foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -1,06% para 1,02%. Já o índice de Matérias-Primas Brutas teve ligeira variação positiva de 0,14%, contra queda de 0,43% um mês antes.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve alta de 0,15% no primeiro decêndio deste mês, contra alta de 0,42% no mesmo período de abril. Das sete classe de despesa pesquisadas, quatro tiveram decréscimos.
As classes que apresentaram recuos consideráveis foram Alimentação (de 0,68% para -0,35%), Habitação (de 0,39% para 0,11%). Transportes (-0,05% para -0,20%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,00% para -0,05%).