Emprego na construção civil cai 1,24% no Ceará

Jornal:    O ESTADO
Editoria:  ECONOMIA

Assunto:  Construção e Mercado Imobiliário

Data:      12/05/2009 – terça-feira

 


Emprego na construção civil cai 1,24% no Ceará

Recuo representa entre 600 e 700 postos de trabalho a menos

O nível de empregos na construção civil do Ceará apresentou uma leve queda de 1,24% em março, o que representa entre 600 e 700 postos de trabalho a menos. No ano, a queda foi de 1,09%. No País, o resultado no mês foi positivo com a abertura de 18.341 vagas com carteira assinada e 0,87% de crescimento. Os números fazem parte da pesquisa mensal do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV Projetos, com base nos dados do Caged/MTE.
 
A variação cearense nos últimos doze meses foi positiva (2,21%), com participação de 2,18% no percentual nacional relacionado ao número de funcionários da construção civil. Segundo o presidente do Sinduscon/CE (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará), Roberto Sérgio Ferreira, o resultado já era esperado devido à sazonalidade do período. “Sempre há uma queda nos meses de março e abril em virtude do período de chuvas”, destacou.
 
Para os próximos meses, Ferreira disse esperar uma melhora nos índices com um incremento de cerca de cinco mil empregos até os meses de agosto e setembro, passando dos atuais 28 mil para 33 mil postos de trabalho. “Com o final do inverno e o programa Minha Casa, Minha Vida, o setor vai se aquecer”, adiantou. O presidente do Sinduscon acrescentou que a crise não tem reduzido consideravelmente a atividade da construção civil no Estado. “A crise interfere, mas aqui no Ceará não tivemos uma paralisação de obras, tivemos um elastecimento de prazos”, justificou.

» Nacional. Com o resultado apresentado pelo País em março, o número de vagas formais abertas na construção civil chegou a 36.733 no primeiro trimestre de 2009, uma elevação de 1,76% em comparação a dezembro. No final de março, o setor empregava 2,12 trabalhadores formais no País. Em doze meses, haviam sido contratados 173.115 novos funcionários, um aumento de 8,88%.

Entre as regiões, o Nordeste apresentou um crescimento de 0,47% nos empregos da construção civil no mês de março, com a criação de 1.753 vagas com carteira assinada. A maior variação foi apresentada no Centro-Oeste (1,37%), com 2.139 trabalhadores a mais no setor. Em seguida, veio a Região Sudeste, com mais 14.147 vagas, aumento de 1,2%. No Sul, o percentual de 0,61% representou a elevação de 1.797 empregos com carteira assinada. A baixa aconteceu apenas na Região Norte, que demitiu 1.495 trabalhadores, queda de 1,57%.

» Alerta. Apesar do crescimento nacional do emprego na construção civil, o diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, fez um alerta e explicou que os resultados precisam ser vistos com cautela e não como uma recuperação da crise econômica. “Eles refletem a construção dos empreendimentos lançados e das obras públicas contratadas antes da crise. Houve um hiato nestas contratações de obras a partir de setembro do ano passado, e ele vai se refletir no emprego mais adiante”, destacou.

Zaidan explicou que as contratações de obras já se reiniciaram, embora em um ritmo menor. Por isso, o emprego até pode continuar crescendo mais uns meses no setor, mas só vai se manter no segundo semestre “se os juros baixarem mais, se houver uma recuperação dos investimentos, se o Programa Minha Casa Minha Vida tomar velocidade e se a arrecadação crescer permitindo que as contratações de obras públicas se intensifiquem nos níveis da União, dos Estados e dos Municípios”, defendeu.

 

Vendas de imóveis crescem 4%

O imóvel, segundo Cavalcante, ainda é um bom negócio em tempos de instabilidade econômica, já que está constantemente sendo valorizado

A venda de imóveis continua estável em Fortaleza, apesar da crise econômica mundial. Segundo divulgou o presidente do Creci-CE (Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Regional do Ceará), Armando Cavalcante, a taxa de velocidade de vendas no setor imobiliário está oscilando entre 4% e 4,5%, índice considerável durante uma recessão econômica. O imóvel, segundo Cavalcante, ainda é um bom negócio em tempos de instabilidade econômica, já que está constantemente sendo valorizado.

Índice que reajusta aluguéis recua 0,52% na 1ª prévia

No ano, o índice acumula uma queda de 1,58% e, nos últimos 12 meses, o indicador acumulou alta de 3,18%

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), índice de inflação utilizado no reajuste de contratos de aluguel, fechou o primeiro decêndio de maio com deflação de 0,52%, ante queda de 0,53% no mesmo período de abril.

No ano, o índice acumula uma queda de 1,58% e, nos últimos 12 meses, o indicador acumulou alta de 3,18%. Os detalhamentos foram divulgados ontem pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

A metodologia aplicada na apuração do IGP-M é a mesma do IGP-10 e do IGP-DI, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O IPA (Índice de Preços por Atacado) teve deflação de 0,78%, contra queda de 0,94% no mesmo período de abril. O índice relativo aos Bens Finais recuou 0,49% neste mês, contra queda de 0,17% um mês antes. O destaque foi o subgrupo alimentos in natura (de 0,17% para -5,31%).

O índice referente ao grupo Bens Intermediários teve deflação de 1,58%, contra queda de 1,87% vista no mesmo período de abril. O destaque foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -1,06% para 1,02%. Já o índice de Matérias-Primas Brutas teve ligeira variação positiva de 0,14%, contra queda de 0,43% um mês antes.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve alta de 0,15% no primeiro decêndio deste mês, contra alta de 0,42% no mesmo período de abril. Das sete classe de despesa pesquisadas, quatro tiveram decréscimos.

As classes que apresentaram recuos consideráveis foram Alimentação (de 0,68% para -0,35%), Habitação (de 0,39% para 0,11%). Transportes (-0,05% para -0,20%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,00% para -0,05%).



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