Jornal: DIÁRIO DO NORDESTE
Editoria: ECONOMIA (Imóveis)
Assunto: 1º. Festival do Imóvel
Data: 21/05/2009 – quinta-feira
NOVO FÔLEGO NAS VENDAS
Começa temporada de feirões da casa própria
Amanhã tem início o 1º Festival do Imóvel e, em junho, a Caixa realiza a 5ª edição de seu feirão em Fortaleza
Com o Programa do Governo Federal ´Minha Casa Minha Vida´ já vigorando, os feirões vivem a expectativa de engrenar novo fôlego às vendas das construtoras cearenses. ´Aquela oxigenação que estava havendo até setembro de 2008 deu uma estagnada. Agora, as construtoras querem ´desovar´ os estoques das unidades remanescentes´, ressaltou o vice-presidente de Locações do Sindicato da Habitação (Secovi/CE), Paulo Matos.
Com foco em variadas classes socioeconômicas, o 1º Festival do Imóvel de Fortaleza, tem início amanhã no Iguatemi, ofertando mais de 1.500 unidades habitacionais.
´São lançamentos de 22 construtoras, com valores entre R$ 70 mil e até mais de R$ 1 milhão. A idéia é atingir todos os públicos´, explica o proprietário da Lopes Immobilis e um dos organizadores do evento, Ricardo Bezerra.
No local, dez corretores estarão de plantão levando informações aos visitantes do stand. O agente financeiro será o CrediPronto do Itaú.
Em sua estrutura há ainda piscinas, salão de festas e de jogos, espaço gourmet, playground, sala para fitnnes, espaço para jogar squash, sauna, dentre outras opções de entretenimento para os moradores, um verdadeiro home club. Há 15 anos atuando no mercado cearense, a Dias de Sousa Construções, também estará expondo maquetes de condomínios prontos no feirão.
A Caixa Econômica Federal já se prepara para a realização do 5º Feirão Caixa da Casa Própria, em Fortaleza. O evento será realizado de 19 a 21 de junho, no Centro de Negócios do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Ceará (Sebrae/CE). A expectativa de visitantes para a edição do evento na Capital é de mais de 25 mil pessoas. A estimativa ter por base o volume de visitas realizadas nos anos anteriores.
Para atender ao público, cerca de 300 funcionários da Caixa estarão envolvidos diretamente, além do pessoal das construtoras e das imobiliárias. Sobre a realização de negócios em Fortaleza espera-se algo próximo de R$ 180 milhões.
Brasil
No País, apenas no ano passado, o evento movimentou recursos da ordem de R$ 4 bilhões entre valores contratados e negócios encaminhados, totalizando mais de 39 mil contratos, sendo 23 mil fechados no próprio evento.
Equipamentos também
Entre os dias 2 e 6 de junho, a cidade de São Paulo irá sediar o principal evento do mercado de equipamentos da América Latina: a M&T Expo 2009 — 7ª Feira Internacional de Equipamentos para Mineração. Ao todo, serão 52 mil m², para receber 395 expositores e 480 marcas.
Além das multinacionais já instaladas no Brasil, haverá expositores de 18 países.
´Pela primeira vez os países latino americanos são vistos como parte da solução dos problemas gerados pela crise mundial, em função da enorme demanda de obras de infra-estrutura existentes e que devem ser atendidas nos países subdesenvolvidos´, avaliou o diretor de suprimentos e equipamentos da Andrade Gutierrez, Mário Humberto Marques.
MERCADO JÁ ENXERGA
Classe C no alvo dos novos negócios imobiliários
A cada ano, surgem no Brasil 1,2 milhão de novas famílias, sendo 80% nas classes C, D e E. Hoje, a chamada ´base da pirâmide´ melhorou de vida, passou a ser enxergada pelo mercado imobiliário e se revela como cliente potencial para as construtoras. Entre 2002 e 2008, a renda dessas pessoas cresceu R$ 163 milhões.
Com perfis diferenciados, o jovem de alta renda compra o primeiro imóvel, enquanto o de baixa renda compra o que provavelmente será o único de sua vida. A Classe C, a nova classe média brasileira, representada por 52% da população brasileira se prepara para utilizar os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e suas economias na compra de imóveis e na realização do sonho da casa própria.
Segundo o consultor Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular — instituto de pesquisa especializado no mercado de baixa renda —, para ter sucesso em um mercado que movimenta R$ 620 bilhões ao ano, é preciso compreender bem como se dá o processo de compra do consumidor.
O especialista diz que a maior demanda habitacional está no mercado da base da pirâmide e corrige quem ainda acredita que o consumidor classe A é quem movimenta o setor habitacional. ´A proporção de pessoas com imóvel próprio é menor nas classes C, D e E, mas em contra partida vê-se que este público da base é muito mais jovem que os da classe A e B. Sendo assim, o número potencial de famílias é maior e a demanda pelo perfil de imóvel que supra as necessidades desse público é o que mandará no mercado imobiliário nos próximos anos´, diz Meirelles.
Exigências específicas
O consumidor de baixa renda, segundo o consultor, tem mais medo de não receber o imóvel, pela importância que atribui a aplicação de um dinheiro que foi sacrificante conseguir. A ligação com o bairro também é outro fator que deve ser levado em conta, pois geralmente na vizinha, esse público concentra parentes e familiares e evita se afastar quando quer comprar ou alugar uma casa. ´É preciso ter um cuidado grande ao explicar como funciona um programa de financiamento para esse público de baixa renda. Deixá-lo seguro e ser honesto ao propor o negócio é o mais importante para ter sucesso´, conclui o especialista.