Jornal: O POVO
Editoria: ECONOMIA
Assunto: Compra da Casa Própria
Data: 25/05/2009 – segunda-feira
Habitação
Baixa renda puxa retomada de demanda por imóveis
O setor de construção civil voltou a mostrar fôlego com a retomada da demanda por imóveis principalmente para o segmento de baixa renda. Devido aos resultados, algumas empresas já estão revendo suas metas
Vendas para classes C , D e E crescem 20%
Há 40 dias do início do programa Minha Casa, Minha Vida as vendas de imóveis direcionados ao público que recebe até 10 salários mínimos cresceram cerca de 20%. É o que afirma o diretor comercial da CRD Engenharia, Clausens Duarte. “O aumento do número de visitas é ainda maior e chega a 70%”, diz. Ele explica que o setor vinha de um momento difícil com a crise econômica e as medidas do Governo atendem a antigos pleitos das construtoras, que além da crise, estavam com os negócios atravancados com a elevação do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), puxado pelas altas do cimento e do aço principalmente.
“O Governo percebeu que o setor da construção civil traz resultados muito rápidos, tendo em vista que emprega uma grande quantidade de mão de obra de baixa qualificação e ao mesmo tempo atende a uma grande questão social, que é o déficit de moradia no País”, afirma Clausens. Para ele, as medidas estão dando novo fôlego às construtoras, que agora focam no público das classes C, D e E. “Observamos inclusive uma diminuição da procura das classes A e B, apontando uma inversão do que ocorria antes”, avalia.
Com o crescimento, a empresa busca agora lançar novos empreendimentos que atendam ao público do programa, mas, de acordo com Clausens, só devem ser supridos 16% da demanda.