Construtoras vão demandar insumos

Jornal:    DIÁRIO DO NORDESTE
Editoria:  ECONOMIA (Imóveis)
Assunto:  Material de Construção
Data:      02/07/2009 – quinta-feira


 

MINHA CASA, MINHA VIDA

Construtoras vão demandar insumos

Coopercon/CE cria divisão para cuidar exclusivamente dos insumos para as moradias do programa

Porcelanato, tinta, telha, fechaduras, torneiras, cimento. Além da prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para os insumos da Construção Civil, a união das construtoras cearenses deve possibilitar a compra de insumos a melhores custos. Embora a Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon/CE) já atue com diversos grupos de negociação de preços, agora, a entidade com 63 associados, se mobiliza para criar sua divisão exclusivamente voltada para quando o Programa Minha Casa, Minha Vida passar a operar.

´Como o Programa exigirá a aquisição de itens padronizados e em larga escala, criamos uma diretoria para cuidar de materiais e serviços. Irá facilitar as negociações com os fornecedores, pois o que interessa a eles é ter um cronograma de entrega com continuidade. Já para os construtores, os produtos devem unir qualidade e durabilidade, diferentemente dos padrões de quando se constrói para o público de alta renda, onde a maioria dos materiais são personalizados´, comenta o presidente da Coopercon/CE, Otacílio Valente.

O engenheiro defende apenas que o valor limite para as moradias a serem construídas no Ceará seja o mesmo que o Governo estipulou para os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e para a capital Federal, Brasília: R$ 130 mil, ao invés de R$ 100 mil. ´Os materiais que compramos aqui não são mais baratos. O que pode ter alguma diferença é o custo da mão-de-obra. Apenas isso. O que não justifica a diferença´, afirma.

Sistemas produtivos

A meta do Governo Federal no País é ambiciosa: erguer um milhão de moradias com R$ 34 bilhões e tentar amenizar o problema do déficit habitacional de 7,5 milhões de residências. Contudo, eis a questão: como levantar unidades habitacionais em grande escala, que respeitem o meio ambiente e com custos compatíveis aos valores de venda exigidos? Para a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), o desafio está em apostar em sistemas construtivos eficientes, industrializados e de custo acessível, capazes de oferecer moradias que atendam as necessidades dos novos moradores e do Governo.

O gerente regional da ABCP, Eduardo de Moraes, defende o uso de tecnologias como a alvenaria estrutural com blocos de concreto, os pré-fabricados de concreto e as paredes de concreto moldadas in loco. A última, por exemplo, se executada em escala e com repetitividade, permite reduzir o prazo de construção em até 50% com o mesmo custo final. “Da forma artesanal de construção, de tijolo sobre tijolo, não tem como atingir a meta de 1 milhão do programa. O mais indicado é usar sistemas construtivos industrializados, dentro das normas técnicas, que garantem padronização e qualidade dos produtos, e são mais rápidos e com custos acessíveis, se executados em larga escala”, explica Moraes.



« ver todas as notícias


Av. dos Expedicionários, 5571, Bairro Aeroporto, Fortaleza, CE, Brasil, Fone: (85)3433.6707