Minha Casa
Meta é iniciar construções na Capital ainda neste mês
Nesse momento, a prioridade do "Minha Casa, Minha Vida" é a construção de imóveis para famílias com renda de zero a três salários mínimos. A meta do Sinduscon é que obras comecem até o fim do mês. Propostas de 72 terrenos já estão com a Caixa
Com as inscrições encerradas para o programa “Minha Casa, Minha Vida” no caso de famílias com renda de zero a três salários mínimos, o tempo que segue é de analise de cadastros, terrenos, projetos e início das obras.
De acordo com Roberto Gomes, presidente da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor), só a partir do dia 15 de julho, quando encerrar o prazo para a entrega da documentação dos cadastros via internet, será possível precisar o quantitativo de adesão ao programa. “Os cadastros válidos vão passar por um estudo que chamamos de georeferenciamento, onde iremos agrupar as pessoas por renda, por região da cidade, para que em cima dos critérios da Caixa e do Ministério das Cidades a Prefeitura possa entregar esse cadastramento finalizado”, explica Gomes.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon), Roberto Sérgio Ferreira, estima que as obras deverão começar até o fim deste mês se não houver atrasos no cronograma previsto. “Passamos pela fase de aprovação técnica dos projetos e partimos agora para a análise econômica. Até o fim do mês tem caneiro de obra iniciado”, diz.
Os projetos
No Ceará, a Caixa Econômica recebeu até agora 72 terrenos para análise de viabilidade de infraestrutura e saneamento, sendo 30 da Capital e 22 do Interior. Destes, 30 já foram aprovados e o restante deve ser finalizado até a próxima sexta-feira, 3.
De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa, no que se refere ao protocolo Ceará, assinado em 17 de junho, existem seis projetos modelos para a construção de moradias dentro do Programa. Três foram projetos apresentados pelo Sinduscon e três pelo Governo do Estado. São projetos no estilo de casas, térreo mais um andar e térreo mais três andares. A proposta é que os imóveis obedeçam a um padrão para garantir a agilidade na aprovação de projetos e orçamentos, já que assim não se faz necessário a análise individual de cada projeto. A construtora que tiver o terreno aprovado poderá escolher entre um dos projetos modelos aprovados, desde que se enquadre no perfil do terreno.
Cada imóvel deve ter, em média, 41m² de área e custar cerca de R$ 43 mil. Até agora, segundo a Caixa, apenas o projeto modelo de térreo mais um andar do Sinduscon foi aprovado em sua totalidade, sendo que os demais estão em processo avançado de análise. Ainda segundo o presidente do Sinducon, cada terreno deve comportar entre 160 e 248 imóveis. O tempo médio de construção de cada conjunto habitacional será de oito meses.
NÚMEROS
72
TERRENOS DA CAPITAL E DO INTERIOR ESTÃO NA CAIXA PARA ANÁLISE DE INFRAESTURUTURA E SANEAMENTO
30
DOS PROJETOS JÁ FORAM APROVADOS