OITO MIL NOVAS VAGAS
Construção civil sai na frente
Nesta fase de preparação, o setor da construção civil será a grande alavanca para que Fortaleza esteja apta a receber, de fato, parte dos jogos do campeonato mundial de futebol de 2014.
Afinal as exigências da Fifa são muitas, incluindo não apenas a construção e reforma dos estádios, mas também intervenções em transportes, hotelaria, telecomunicações e segurança. Para tanto, estima o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), Roberto Sérgio Oliveira Ferreira, cerca de oito mil trabalhadores deverão ser contratados, nos próximos anos, para que as construtoras possam executar as obras previstas. Fazendo as contas, essas admissões representarão um acréscimo de quase 27,5% sobre o números de pessoas que atualmente estão ocupadas no setor, em torno de 29 mil trabalhadores, segundo o Sinduscon-CE. Ao todo, 400 construtoras atuam hoje no Estado, mas apenas 280 delas estão associadas à entidade.
´A gente imagina que o dinheiro que vai ser investido será direcionado para obras nos estádios, na ampliação do aeroporto, nas vias de acesso ao local dos jogos, em melhoras substanciais na regiões turísticas da cidade; fora os investimentos privados, em termos de hotéis e restaurantes. Tudo isso será planejado em 2009 e 2010, com sua execução prevista para 2011, 2012 e 2013.
Então, nossa previsão de contratação está fundamentada em cima do que se imagina que vai ser feito´, argumenta Roberto Sérgio. Paralelo a estas obras, lembra o presidente do Sinduscon-CE, muitas outras já foram iniciadas ou estão em fase de licitação, como o Metrofor; o Acquário, na Paria de Iracema; o Centro Multifuncional do Ceará; o aeroporto de Aracati; vários projetos de duplicação de ruas e avenidas; e projetos de revitalização de rios. Por outro lado, embora, a qualificação da mão-de-obra local seja questionada para execução de todos estes projetos, ele assegura que o Estado tem pessoal capacitado para trabalhar em todos os canteiros de obras que vão se formar pela Cidade. ´Nossa mão-de-obra é continuamente treinada e, além disso, essas obras não exigem tecnologia muito especializada´, avalia.