Feirão espera receber 25 mil pessoas até hoje

Jornal:    O POVO
Editoria:  ECONOMIA
Assunto:  CEF: Feirão de Imóveis – Programa habitacional
Data:      20/06/2009 – sábado
 

Caixa

Feirão espera receber 25 mil pessoas até hoje

O 5º Feirão da Casa Própria movimenta o setor e a previsão é de que aconteça volume recorde de R$ 200 milhões em negócios. A Caixa projeta injetar no setor R$ 30 bilhões até o fim deste ano

 

Até o final de 2009 a Caixa Econômica Federal vai ofertar R$ 30 bilhões no setor habitacional, com objetivo de negociar 830 mil imóveis no Brasil. As informações são do vice-presidente nacional do banco, Carlos Borges, que participou, ontem, da abertura do 5º Feirão da Casa Própria, na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE). O evento acontece até amanhã.

De janeiro a maio deste ano, já foram movimentados R$ 238 milhões do total de R$ 383 milhões destinados à financiamentos residenciais, somente no Ceará. “Quase tudo que foi reservado para o Estado já foi contratado. Até junho foram 5,3 mil imóveis, com geração de 22,3 mil empregos diretos”, afirmou Borges.

Quanto à etapa de Fortaleza do Feirão, a última nas grandes capitais brasileiras, a expectativa é grande. “Estimamos a presença de 25 mil pessoas em uma área de 4 mil metros quadrados de exposição”, disse o superintendente da Caixa, no Ceará, Gotardo Gurgel.

No espaço, 61 construtoras e 27 imobiliárias disponibilizam 25 mil unidades para venda, que variam de R$ 45 mil a R$ 1 milhão. “Teremos crescimento em relação ao ano passado. O momento é bom e acredito que sejam realizados negócios da ordem de R$ 180 milhões”, projeta Gurgel.

Segundo o superintendente ao todo, são 7,5 mil imóveis usados, outros 17,5 mil novos ou em construção e mais 660 da Caixa, que são os adjudicados ou confiscados pela justiça. “Para esta última modalidade, os imóveis variam de R$ 7,5 mil a R$ 210 mil”, disse.

O programa “Minha Casa, Minha Vida” deve ajudar na atração de público, segundo Gurgel. “Aqui teremos residências para o público que recebe mais de três salários mínimos, ou seja, imóveis de até R$ 100 mil. Mas é bom lembrar que as inscrições para o Programa continuam sendo feitas na Prefeitura”, alertou.

Procura
O casal de comerciários, Joacílio Falcão e Patrícia Frazão, junto com o filho Gabriel, de apenas dois meses, chegou cedo. Ela disse ainda que procura uma casa, de dois ou três quartos, e que não ultrapasse os R$ 60 mil.

A estudante de optometria e funcionária de uma ótica, Talita Cândido, aos 23 anos de idade já fechou o financiamento de seu imóvel próprio.

Vendedora da construtora MRV, Ana Paula Leal, está animada com as perspectivas de negócios. “Temos dois empreendimentos no bairro Maraponga e a meta é vender todas as 80 unidades”, afirma.

O expositor da Cameron, Luiz Teixeira, também está empolgado. “Tem tudo para realizarmos boas vendas. A meta para cada vendedor é de fechar seis negócios, que no total somaria R$ 1,2 milhão, tomando como média o custo de R$ 200 mil para cada imóvel”, informou.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), Roberto Sérgio, o volume de negócios deve superar as expectativas da própria Caixa. “Esperamos que chegue a R$ 200 milhões”, disse.

Quanto à participação de empresas no Feirão, Sérgio é taxativo. “É uma necessidade, tanto para construtoras quanto para imobiliárias, participar deste evento.


NÚMEROS

200
MILHÕES É A EXPECTATIVA DE NEGOCIAÇÃO DADA PELO SINDUSCON.

 

Pendências

"Minha casa, minha vida" em debate


Foram quatro horas de debate, mas ainda ficaram muitas dúvidas. Representantes de entidades locais e nacionais discutiram o programa “Minha Casa, Minha Vida”, e de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), Roberto Sérgio Ferreira, uma das principais questões, em relação à pré-aprovação do projeto pela Caixa, ainda não foi esclarecida. “Pedimos uma posição em 15 dias”, contou.

O vice-presidente do Sinduscon, André Montenegro, citou outra pendência. “Ainda está sendo discutido o valor que a Caixa irá pagar pelo custo de construção”. Ele disse que até a próxima semana o valor deve ser definido.

Estiveram no debate o vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins; o gerente nacional de habitação da Caixa, André Marinho; e o secretário estadual de Cidades, Joaquim Cartaxo.



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